22 de out de 2011

Emoções à flor da pele.


Quantas vezes nos deparamos com situações difíceis na nossa vida? E em todas essas situações, simplesmente preferimos não vive-las, não enxergá-las, não abraçá-las como uma experiência inigualável que uma energia superior coloca diante de nós para redenção do nosso espírito.
Ontem estava assistindo ao Teleton, no SBT, e ouvi uma história que me emocionou. Um menino, acima do peso, sem os braços e sem as pernas. Pequenos cotocos substituíam os mais importantes órgãos de locomoção do ser humano. A narração dessa historia de vida foi feita por ele mesmo, com uma conotação bem diferente daquela que estamos acostumados a assistir nesses programas de ajuda coletiva... Não senti pena, de verdade. Senti orgulho. Orgulho de um menino de apenas 10 anos que superou um dos maiores obstáculos que podem existir. Com certeza já sentiu raiva, indignação, desajustamento diante a sua deficiência. E esses sentimentos foram substituídos por uma intensa perseverança e vontade de mudar, de ser melhor, de continuar a busca pelo seu sonho! Sua mãe, pelo menos uma vez na vida, deveria sentir orgulho daquela pessoa completamente dependente e passiva. Com as próteses, então, ele pôde andar. 

Liberdade! Ir pra onde quiser, na hora que quiser.

Estamos imersos num mundo de futilidades, de exageros, onde o capitalismo ronda nosso cotidiano e nos faz cada vez mais egoístas. Não conseguimos ver o quanto algumas pessoas estão necessitadas de um olhar, de uma palavra... e não digo somente sobre aquelas portadoras de alguma deficiência física ou mental, mas aquelas que estão abaixo da linha da pobreza, os homossexuais, os idosos, enfim, todos aqueles que são segregados por não estarem de acordo com os padrões impostos por uma sociedade medíocre e com valores morais completamente distorcidos.
Temos que aprender que a evolução espiritual nos faz ver o que está invisível para a sociedade. O compromisso com projetos sociais não deve ser somente uma estratégia de marketing vislumbrado por grandes empresas e instituições. Deve ser um gesto de amor e compaixão com nosso irmão.
Posso estar sendo um tanto emotiva, ou religiosa, ou idiota ao escrever essas palavras. Mas sinceramente? Não interessa o que as pessoas podem achar... o que importa pra mim é que esse sentimento é verdadeiro! E enquanto eu puder fazer uma coisinha que seja para que essa realidade seja modificada, eu vou fazer... Meus limites e meus sonhos são infinitos!

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